INQUISIÇÃO

 

A INQUISIÇÃO EM PORTUGAL

 

Nelson Marzullo Tangerini

 

               Em 2000, o Jornal do Brasil e o jornal O Globo, do Rio de Janeiro, publicaram resenhas a respeito de dois livros cujo assunto era a Inquisição. Sempre interessado neste assunto, enviei duas cópias de uma carta minha - publicada nesta crônica - aos referidos jornais aqui citados, que não a publicaram, o que era de se esperar:

               “O suplemento Ideias, do Jornal do Brasil, publicou em 3/6/2000, resenhas sobre os livros “O Papa de Hitler – A história secreta de Pio XII”, de John Cornwell, Ed. Imago, e “História das Inquisições – Portugal, Espanha e Itália”, de Francisco Bethencourt, Ed. Companhia das Letras.

               O primeiro fala da conivência do Papa Pio XII com o Nazismo; o segundo, da inquisição na Península Ibérica e Itália.

               Recortando uma frase do primeiro, de Cornwell, “Uma jovem declarou que achava difícil, compreender como uma pessoa em seu juízo perfeito podia ser católica hoje em dia, já que a igreja apoiara os mais brutais líderes da extrema direita do século: Franco, Salazar, Mussolini, Hitler”, gostaria de lembrar que dois livros do escritor português Edgar Rodrigues denunciam o namoro da Igreja Católica com o fascismo em Portugal: “Na inquisição de Salazar”, Rio de Janeiro, 1957, e “A fome em Portugal”, Rio de Janeiro, 1958 (ambos da Editora Germinal e esgotados).

               O segundo contém uma foto, que extraí do livro e envio ao JB, do Cardeal Cerejeira com o ditador António de Oliveira Salazar e o general Craveiro, todos bem nutridos, enquanto os portugueses enfrentavam a fome e uma ditadura sanguinária.

               Faço votos que alguma editora republique estes livros. A humanidade não pode mais permitir que os ditadores eliminem vidas humanas com a complacência das religiões e que as verdades sejam varridas para  debaixo dos tapetes”.

               Não obtendo sucesso com a publicação da carta nesses conceituados jornais, enviei, então, duas cópias dela para as editoras Imago e Companhia das Letras. Somente a Editora Imago me respondeu, agradecendo pelo comentário.

               E minha carta, enfim, foi publicada na página 8 do jornal A Batalha, de Lisboa, Portugal, em sua edição  de julho – agosto de 2000.

...

O título da carta, publicada no jornal A Batalha era “Inquisição em Portugal”; aqui, porém ele foi modificado, recebendo o artigo definido “A” no seu início.

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