ESOPO
A ATUALIDADE
DE ESOPO
Nelson
Marzullo Tangerini
São prazerosas as tardes de
segunda-feira, quando me encontro, no Colégio Estadual Antônio Houaiss, onde
leciono, quando me encontro com o jovem e talentoso poeta e professor de língua
portuguesa e literatura João Paulo Albuquerque.
Com grande entusiasmo o procuro
na sala dos professores, nos corredores e nas salas de aula do colégio, na
esperança de que o dileto, criativo e espirituoso amigo me traga uma nova
piada, versos inteligentes de sua lavra ou uma fábula que há tempos passou pelas
vielas de minha cabeça já cansada, onde
o vento do esquecimento já os levaram.
O Brasil vive um triste
momento, talvez o pior momento de sua história, quando um desequilibrado e
desqualificado presidente, desconstrói, com
sua equipe de vândalos, composta de intragáveis e arrogantes filhos e ministros despreparados, o que levamos anos para consertar e
reconstruir.
Conversar com pessoas
inteligentes, neste país de idiotas, idólatras e folclórico faz com que eu
termine o dia com a ideia de que o humor e a liberdade ainda são possíveis e
darão sal à nossas vidas.
Sobre o país, chegamos à
mesma conclusão: o que estamos vendo, já passou para a esfera da psiquiatria,
tamanho é grau de loucuras [o plural é proposital] de políticos desequilibrados
e bolsominions psicopatas. Como diz um post que passou diante dos meus olhos,
no Face, o presidente deve ser proprietário de algum hospício, porque, de lá,
de suas linhas de produção, sai uma infinidade de loucos, com as mais
variedades de loucura.
Na semana passada, o
professor João convidou-me, mais uma
vez, para mais uma conversa inteligente,
na qual me alertava para uma fábula atribuída a Esopo, um fabulista grego. A fábula é um gênero narrativo que surgiu na
Ásia Menor, digamos, no Oriente, mas foi particularmente desenvolvido por um escravo
chamado Esopo.
Lembremos, aqui, a referida fábula, “Prometeu
e os homens” atualíssima, trazida à luz, pelo professor João, em momento tão
oportuno:
“Por ordem de Zeus,
Prometeu criou os homens e os bichos. Mas, quando Zeus viu que os animais
irracionais eram bem mais numerosos, mandou Prometeu eliminar alguns deles,
transformando-os em seres humanos. Prometeu cumpriu a determinação e o
resultado foi que aqueles que não foram no início criados como homens têm forma
humana, mas almas bestiais”.
Conclui o professor
João, que “a fábula reprova o homem irascível e bestial”. Consequentemente, a
fábula de Esopo se aplica ao senhor presidente, a seus filhos e a seus
ministros.
Da Wikipedia
recolho esses dados biográficos que ora publico:
“Esopo foi um
fabulista grego, nascido na Trácia, região da Ásia Menor, no século VI a.C.. É
um personagem quase mítico Historiadores antigos escreveram que foi um escravo
libertado pelo seu último senhor, o filósofo Janto (Xanto).
Considerado o
maior representante do estilo literário "Fábulas", possuía o dom da
palavra e a habilidade de contar histórias curtas retratando animais e a
natureza e que, invariavelmente, terminavam com tiradas morais. As suas fábulas
inspiraram Jean de La Fontaine e foram objeto de milhares de citações através
da história por Heródoto, Aristófanes, Platão, além de diversos filósofos e
autores gregos.
As primeiras
versões escritas das fábulas de Esopo datam do séc. III d. C. Muitas traduções
foram feitas para várias línguas, não existindo uma versão que se possa afirmar
ser mais próxima da original. Destaca-se, entre os estudiosos da obra esopiana,
Émile Chambry, profundo conhecedor da língua e da cultura gregas. Em 1925 o
escritor Chambry publicou, Aesopi - Fabulae (Fábulas de Esopo), contendo 358 fábulas
atribuidas ao grande mestre das fábulas.
“A Raposa e
as Uvas” é um exemplo dos mais conhecidos entre as centenas de fábulas que
produziu”.
Comentários
Postar um comentário