LIBERDADE!
A LIBERDADE
QUE OXIGENA O CÉREBRO
Nelson
Marzullo Tangerini
Para muitos, defensores do
fascismo, liberdade é o direito de ofender e ameaçar quem combate o
autoritarismo. Empedernidos dos piores pensamentos – trevosos – divulgam,
maldosa e livremente, através de fake News, que a sagrada democracia não deu
certo em lugar algum, o que é uma mentira. Está morta, sim, a democracia que
põe ricos e brancos num palácio de cristal.
Libertário incorrigível, já
recebi inúmeros insultos e intimidações, via e-mail ou Face, vindas das sucursais do “gabinete do ódio”.
Que sejamos seletivos e nos
afastemos daqueles que defendem os ideais autoritários de Mussolini, Hitler,
Franco, Salazar e dos obtusos e nebulosos militares da América Latina, entre
outros, hoje residentes nas páginas trevosas da História, pois há um Brasil que
defende a liberdade – e nesse reduto eu me incluo – e um Brasil autoritário,
mistura de nazistas e fascistas -, do qual devemos nos afastar.
Do nosso lado, porém, devemos
observar a movimentação desses desequilibrados, inimigos da liberdade.
Meu saudoso pai, o escritor
Nestor Tangerini, em entrevista a um periódico do Rio de Janeiro, em tempos
idos, deixou bem claro que “Quem é bom não se mistura” – frase que emoldurei em
meu pensamento. Para ser mais claro, a água pura, límpida, cristalina, não se
mistura com o óleo.
Portanto, devemos estar
“atentos e fortes”, porque quem pede intervenção militar é fascista, quem
protege os filhos do genocida de plantão é fascista; quem libera fake news é
fascista; o gabinete do ódio é fascista;
quem pede o fechamento do STF é fascista; quem promove genocídio dos
índios e garimpo em terras indígenas é fascista; quem libera queimadas e
desmatamentos é fascista; quem retarda a vacinação é fascista; quem facilita o
comércio de armas é fascista; quem defende este governo é fascista. Deixemos de
sinônimos e adjetivos! A palavra correta é "fascista". Não se
enganem!
Para o gado alienado, que saiu à para
defender o fascismo, no dia 7 de setembro de 2021, envio esta frase magnífica e
certeira de Mahatma Gandhi, a grande alma que, sem armas, libertou a Índia do imperialismo britânico:
“A prisão não são as grades, e a
liberdade não é a rua; existem homens presos na rua, e livres na prisão. É uma
questão de consciência”.
Da professora e poeta Cecília
Meireles, copiamos um fragmento de seu livro “Romanceiro da Inconfidência”,
embora saibamos que a libertação de escravizados africanos não passava pela
cabeça dos Inconfidentes, todos senhores de escravos:
“Liberdade – essa palavra que o
sonho humano alimenta; que não há ninguém que explique, e ninguém que não
entenda”.
Para Abrahan Lincoln, ex-
presidente dos EUA, “Aqueles que negam liberdade aos outros, não a merecem para
si mesmos", frase que, hoje,
serviria para frear a fúria assassina do “gabinete do ódio”.
Deixei para o final, uma
conhecida frase de Clarice Lispector:
“Liberdade é pouco. O que eu
desejo ainda não tem nome”.
Não tem nome ainda para o que
vem depois da liberdade: a sabedoria suprema, iluminada, a destruição de todos
os mitos que infernizam a existência humana e da idolatria. E é por isso que
devemos amar Clarice, conhecedora da pós liberdade, que deverá se espalhar,
como boa semente, por toda a superfície deste Planeta – em lenta evolução
intelectual.
A porta foi aberta por ela, que
amava o novo, a silenciosa linguagem interior, invisível, tão difícil de ser
escrita.
Entremos com ela nesses jardins floridos,
cheios de borboletas multicores e frutos não mais proibidos, pois só teremos
futuro com o que virá depois da liberdade.
Comentários
Postar um comentário