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NESTOR TANGERINI NO TEATRO ZAQUIA JORGE

  ESTÁ SOBRANDO MULHER   Nelson Marzullo Tangerini                       O Teatro de Revista Madureira [ou Zaquia Jorge], localizado nesse bairro, próximo a estação de trens, conquistou destaque na história do teatro carioca e brasileiro, por se tratar de uma casa que atraía um bom público suburbano, tão carente de espetáculos.                       Zaquia Jorge, que nasceu a 6 de janeiro de 1924, no Rio de Janeiro,   e faleceu na mesma cidade a 22 de abril de 1957, com 33 anos, foi uma vedete e atriz do teatro de revista brasileiro. Conhecida como a “Estrela do subúrbio” ou a “Vedete de Madureira”,   Zaquia tornou-se, no final de 1950,   proprietária do único teatro de rebolado do subúrbio carioca, o Teatro de Revista Madureira.      ...

VENUS DE MILLUS

  PALAVRAS DA PROFESSORA ROSA   Nelson Marzullo Tangerini                  A professora Rosa Maria dos Santos era namorada de meu amigo Carlos Gilberto Pessoa da Silva, mais conhecido no meio literário da época como Gilberto Pessoa, ao ler meu livro “Venus de Millus”, em estado bruto, achou que eu devia mostrar meus textos à sua Rosa, professora de Língua Portuguesa e Literatura.                Naquele momento, começava a fazer faculdade de Português/Literatura, na esperança de me aprofundar no estudo da língua e, quem sabe, ser um futuro crítico literário, atividade policial da qual desisti.                Gilberto, amigo da Faculdade de Comunicação-Jornalismo (FACHA) e de boemia, escrevemos uma centena de poesias nos bares da Lapa ou de Botafogo para a...

PENSO, LOGO, NÃO EXISTO

  PENSO, LOGO, NÃO EXISTO   Nelson Marzullo Tangerini                  Penso, logo, não existo. Contrario o filósofo francês, Descartes, uma vez que estou no Brasil, onde o pior da música é top e o melhor é soterrado pela mediocridade.                Não quero entrar em atrito com ninguém, mas sou aquele adolescente que ouviu Bossa Nova, a Jovem Guarda, a Tropicália e o Clube da Esquina.                Daí a minha paixão pela música de Caymmi, Tom, Vinícius, João, Roberto & Erasmo,   Caetano, Gil, Gal, Bethânia, Os Mutantes, Tayguara, Gonzaguinha e Milton Nascimento.                A “Janela Lateral” se abria para um novo mundo, quando ouvi Milton Nascimento &   Som...

AFFONSO ROMANO DE SANT´ANNA

  A ROSA DE IROXIMA E O CÉSIO 137   Nelson Marzullo Tangerini                    Em 1980, muitas coisas abalaram o alicerce literário: uma delas, o brutal assassinato de John Lennon (pela CIA?0, que me levou a escrever dois poemas para o ex-Beatle.                A sensação de que o sonho tinha realmente acabado pairou na atmosfera do Planeta.                Mais adiante, o descaso das autoridades me levaram a escrever um poema para o Césio 137 a uma namorada fictícia. E sair em defesa de Affonso Romano de Sant´Anna, que publicara, no saudoso Jornal do Brasil, um poema sobre o mesmo tema.:   “POEMA                  Quero elogiar, tardiamente, o grande poeta Aff...

ESCRITOR TARCÍSIO TUPINAMBÁ

  O PREFÁCIO DE UM LIVRO JAMAIS PUBLICADO   Nelson Marzullo Tangerini                  Mexendo em papeis velhos, eis que encontro um livro meu, “Venus de Millus”, perdido, com prefácio do saudoso escritor Tarcísio Tupinambá, amigo dos tempos em que fui membro do Sindicato dos Escritores do Rio de Janeiro. Ali, convivi, também, com o escritor José Louzeiro.                A ditadura agonizava, mas os reaças continuavam em ação, jogando bombas ou enviando cartas-bombas aqui e ali.                Mas vamos ao referido prefácio para um ingênuo e sonhador poeta que procurava se firmar na tão disputada literatura brasileira:   “TRANSCENDÊNCIA DO AMOR E DA BELEZA                ...

NEY MATOGROSSO

  O FEITIÇO DE NEY MATOGROSSO                    Em agosto de 1978, no jornal “Mão de Obra”, dos alunos de jornalismo da Faculdade Hélio Alonso, publicava a minha primeira matéria, uma crítica musical:   “FEITIÇO – NEY MATOGROSSO – ELEKTRA                  Com o lançamento de Feitiço, ficou provada, mais uma vez, a imagem de um dos maiores show-man do Brasil, Ney Matogrosso, abandonando, com isso, o rótulo de ex-Secos&Molhados. Nome do grupo lançado pela Continental.                O repertório não podia ser melhor: “Bandoleiro”, de Luli & Lucinha (dupla que merecia maior divulgação) abre o disco com um pique bem matogrossense, deixando na gente aquele gosto de “Bandido Corazón”.         ...

ZÉ BACURAU, POETA BAIANO

  PARODIANDO CASIMIRO DE ABREU   Nelson Marzullo Tangerini                  Em meu livro “Nestor Tangerini e o Café Paris, publico paródias de dois poetas satíricos do Café Paris, movimento   literário fluminense (2ª Geração parnasiana) que aconteceu em Niterói, ex-capital do Estado do Rio de Janeiro, nos anos 1920: Luiz Leitão e Nestor Tangerini, exímios “parodiadores”, muitas vezes plagiados.                Plágio é uma apropriação desonesta do texto de um autor; Paródia é uma criação inteligente a partir de um texto já existente.                Oswald de Andrade e Murilo Mendes, modernistas,   também utilizaram a paródia, para intertextualizar textos de outros poetas, geralmente de poetas de períodos anteriores.     ...